Introdução
O homem está vivendo em um mundo globalizado, onde, praticamente toda a população está dependendo de tecnologias. Está idéia pode parecer que a vida não é tão movimentada, mas ao se pensar que tudo que o homem faz, está cercado de dados, de maquinas, de informações, então esta proposta não é irrelevante. Assim pode-se considerar que no mundo globalizado onde os negócios são dominados pela tecnologia denota-se a modernização, a otimização dos processos e a inovação tecnológica pode-se considerar que o maior capital das empresas são as pessoas, ou melhor, as empresas são as pessoas. Em termos das necessidades dos produtos e atividades empresariais isto se traduz em como tornar o local tanto necessário e global quanto possível.
Compreende-se assim que as pessoas são a principal razão da existência de uma empresa, mas, estas pessoas devem estar capacitadas. Daí existe a necessidade da capacitação, graduação e também a educação continuada para que as missões de uma empresa possam ser cumpridas.
Moura (2007) complementa que a globalização da economia fez com que a logística deixasse de ser mais um departamento isolado dentro da empresa, tornando-se assim, um desafio holístico. As alternativas de sistemas adaptados para satisfazer as necessidades específicas são introduzidas na base de conceitos de cooperação e parceria. Além disso, também é um indicativo de que a logística desempenha um importante papel. Baixos custos de transportes e fluxos eficientes de informações também são fatores essenciais de influência.
Com a implantação de tecnologias em empresas ocasionaram-se revoluções nas gestões administrativas. Para o desenvolvimento dos recursos materiais e patrimoniais esta contribuição das inovações tecnológicas tem sido um diferencial para que as organizações atinjam seus objetivos de forma mais econômica e rápida. Assim, quando existe um sistema informatizado na gestão de material a empresa se torna mais eficiente nas compras, armazenagem e distribuição, pois, permite que ela identifique de maneira mais ágil os parâmetros ideais de ressuprimento para uma reposição de seus estoques de forma semi-automática, entretanto, a empresa irá necessitar de profissionais capacitados para executar estes novos direcionamentos tecnológicos (SOUZA, 2004).
A capacitação de jovens para que possa adentrar no mercado de trabalho é necessária, visto que, nunca mais poderemos esquecer que estamos vivendo em um mundo globalizado, por isso, o jovem deve se habilitar para as novas profissões emergentes, mas que ainda existe muita carência de profissionais habilitado. E uma destas novas profissões é no setor de logística.
Moura (2007) define que logística pode ser amplamente definida como a ciência de lidar com suprimentos, manutenção e transporte dos materiais entre as instalações da cadeia de abastecimento. Verlangieri (2001) ao descrever logística, inicia seu estudo com dados sobre a criação do termo. Ele define a logística como sendo o sistema de administrar qualquer tipo de negócio de forma integrada e estratégica, planejando e coordenando todas as atividades, otimizando todos os recursos disponíveis, visando o ganho global no processo no sentido operacional e financeiro. Desta maneira, pode-se reconhecer que este termo serve para ser utilizado em qualquer ramo de atividade e não somente para transportes, distribuição e produção, como muitos pensam.
Diante desde dados, entende-se a logística de uma maneira integrada, quando querem dizer que está agindo na empresa em vários setores. Na verdade, dizer logística integrada é redundante, pois a logística tem como característica principal de ser integradora. O importante é que cada vez mais seu conceito tem sido compreendido e utilizado, fazendo com que seja o grande diferencial de desempenho para o sucesso das empresas.
Carrera (2007) advoga que o setor de logística vem evoluindo no Brasil, e está acompanhado de incrementos tecnológicos, que vem possibilitando novas oportunidades de crescimento para as empresas que se preocupam em otimizar sua logística. E refere que os principais ganhos que as empresa podem ter são: entregas mais rápida de acordo com a demanda; redução dos custos operacional; aumento da produtividade; aumento no giro de mercadorias e redução de estoques; redução de perdas; melhor aproveitamento da área interna da empresa e compartilhamento dos dados de venda com toda a rede.
Os cursos nesta área estão aflorando em diversas faculdades, sendo apresentado como curso de graduação, pós-graduação e mesmo como cursos profissionalizantes, mas daí se questiona O que ensinar para estes futuros profissionais? como os professores irão formar cidadãos com um novo currículo profissional? Sendo que em muitas situações as pessoas querem aprender por que é novo, mesmo sem saber para que serve.
Estudo que tem como objetivo relatar a importância do ensinamento da logística e a sua empregabilidade nas empresas. E para se embasar esta pesquisa, o referencial teórico foi amparado em dados sobre histórico e definição de logística, importância da logística, atuação da logística dentro de uma empresa e o conhecimento necessário para a aprendizagem da logística. Este artigo se justifica pelo fato de que uma nova profissão está surgindo tanto entre jovens como nos profissionais que querem se graduar em uma profissão que está emergindo.
Histórico e definição de Logística
A logística começou a surgir no século XVIII, no reinado de Luiz XIV, onde existia o posto de Marechal – General de Lógis -, responsável pelo suprimento e pelo transporte do material bélico nas batalhas (SOUZA, 2004).
Logística na sua origem teve como conceito estar ligada às operações militares A história conta que a logística teve origem militar, designando estratégias de abastecimento aos exércitos enquanto nos campos de guerras, visando suprir as necessidades de armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários adequados, nas quantidades certas e no momento certo, evitando que o exército no campo de batalha fique sem suprimentos suficientes para manter as estratégias de guerra (NOVAES, 2004). No início de 1991, o mundo presenciou um exemplo prático e dramático da importância da logística, tal como os preparativos para a Guerra do Golfo, dos Estados Unidos e seus aliados (GARCIA; GARCIA, 2007).
O conceito de logística só foi efetivamente desenvolvido na década de 80 do século XX, quando vários outros conceitos gerenciais ligados à função de operações como, just in time, qualidade total, produção enxuta, foram discutidos e implementados em quase todos os países industrializados de economia de mercado (FLEURY et al. , 2000).
A logística engloba as questões de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e eficaz de matérias primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender as exigências dos clientes. (DORNIER et al, 2000).
E segundo Council of Logistics Management, descrita por Cavanha Filho ( 2001:3):
Logística é a parte do processo da cadeia de suprimento que planeja, implementa e controla o eficiente e efetivo fluxo e estocagem de bens, serviços e informações relacionadas, do ponto de origem ao ponto de consumo, visando atender aos requisitos dos consumidores.
Pela definição do termo, a função da logística é ser o elo de ligação em um processo que pode começar com um fornecedor e encerrar com um cliente em outra ponta da cadeia.
Ballou (1993, p. 24) descreve:
A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.
Souza (2004) cita que com implantação da logística nas empresas, estas procuraram disponibilizar depósitos centralizados e com maior poder de agilidade na distribuição, provocando uma redução nos estoques, um melhor nível de serviço e uma administração reduzida na loja. A partir desse ponto de vista, o ritmo de mudança acelerou-se e o gerenciamento da cadeia de suprimento tornou-se importante. Os teóricos começaram a dizer que não bastava somente a relação compra e venda para o atendimento das demandas dos clientes, mas era necessário dar importância à distribuição, pois ela interferia diretamente nos custos da organização, tornando assim o argumento básico para que as empresas fizessem o re-agrupamento lógico das atividades.
Para o gerenciamento de negócios destaca-se que as empresas não mais estão competindo individualmente como entidades autônomas, mas sim através de cadeias de suprimento. O gerenciamento dos negócios entrou em uma era de competição entre redes, e o sucesso de uma empresa irá depender da sua habilidade de tecer intrincadas redes de relacionamento ao longo de sua cadeia logística (DRUCKER, 1998).
Nos anos 90 do século XX surgiu o Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. O SCM pode ser considerado como uma simples extensão do conceito de logística integrada, ou seja, uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais, na direção do cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos (FLEURY et al. , 2000).
Garcia; Garcia (2007) relatam que a gestão do processo logístico tem sido hoje grande diferencial competitivo, pois com o passar dos tempos os consumidores tornaram-se também mais exigentes com relação a qualidade dos produtos, tempo de produção e ciclo de vida dos produtos, prazo de entrega e mais recentemente, com o índice de inovações tecnológicas incorporados aos produtos. O que no passado eram pequenos incômodos do consumidor tornou-se hoje em rotina de preocupação para as organizações.
Lourenço (2002) lembra que o Brasil representa menos de 1% do comércio mundial e, para sair dessa situação nada cômoda, precisa cada vez mais apostar no crescimento dos serviços logísticos. É verdade que o mercado de logística tem assinalado taxas de crescimento ao redor de 25% ao ano, mas esse número é ainda irrisório para um país de dimensões continentais como o nosso. Em países mais desenvolvidos, esse sistema logístico pode reduzir os custos de uma operação em mais de 15%. Mas para que esse quadro mude no Brasil, é preciso também que as empresas que ainda não utilizam plenamente os operadores logísticos entendam a importância do segmento. E não continuem a encarar a palavra logística apenas como uma jogada de marketing, mas sim como uma solução eficiente para a movimentação, transporte, armazenamento e distribuição de suas mercadorias. Ou seja, é imprescindível que se crie no país uma cultura logística.
Importância da logística
Atualmente as empresas tanto nacionais como internacionais vivem momento de desafios, onde, esta nova situação busca por mais competitividade, um maior desenvolvimento tecnológico, uma maior oferta de produtos e serviços adequados às expectativas dos clientes e maior desenvolvimento e motivação de seu capital intelectual. E por causa destes desafios, muitas empresas se voltam para redução de custos de uma forma isolada (através da eliminação de posições em seu quadro de colaboradores, eliminação do cafezinho, controle de ligações telefônicas e outras tão conhecidas). Estas ações, às vezes se fazem necessárias, no entanto, quando tomadas de forma isolada, não garantem o resultado desejado. E uma provável solução pode ser a utilização da logística como uma estratégia eficaz. A partir do momento em que as empresas planejarem e coordenarem suas ações gerenciais de uma forma integrada, avaliando todo o processo desde o fornecimento da matéria prima até que obtenha a satisfação do cliente, a empresa terá conseguido alcançar a superação dos desafios apresentados e conseqüentemente terá um melhor posicionamento no mercado (MEIRIM, 2006).
Souza (2004) descreve que a logística tem como objetivo a diminuição dos custos e a maximização dos lucros da empresa. E estes objetivos podem ser conseguidos por meio da agilidade de informação e flexibilização no atendimento de entrega dos produtos aos consumidores. Ching (1999) relata que a logística é caracterizada pelo fator econômico em decorrência da distância existente tanto dos recursos, como de seus consumidores, e esse é um problema que a logística tenta superar. Se ela conseguir diminuir o intervalo entre a sua produção e a demanda, fazendo com que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem e na condição física que desejam.
A logística está em ascensão, sendo que empresas de grande e médio porte, cada vez mais necessitarão de profissionais habilitados, nos níveis operacional, tático e estratégico, proporcionando o desenvolvimento de uma completa hierarquia de cargos na área, comportando desde um estagiário ou trainee especializado a um diretor ou vice-presidente de logística. A própria abrangência da área de logística irá ultrapassar os limites da atividade de transportes e distribuição e se estendendo ao PPCP, Gestão do Pedido do Cliente, Gestão de Compras, Gestão dos Estoques, Movimentação e Armazenagem, Logística Estratégica, Gestão dos Transportes, etc. , criará infinitas combinações de oportunidades futuras para os profissionais da área (NEVES, 2005).
As empresas ao implantarem a logística esperam como resultados as seguintes ações: aumento da eficiência operacional com a diminuição dos custos. O número de pedidos processados tende a aumentar fazendo com que a empresa absorva a filosofia do “just in time”; manutenção e crescimento no número clientes. Quando os produtos passam a não faltar durante o processo de prestação do serviço ao cliente, este percebe que a empresa mantém padrões de qualidade que são incorporados aos serviços, agregando assim valor para ele; preservação do meio ambiente. Um dos maiores desafios de toda a sociedade contemporânea é a preservação do meio ambiente. O sistema de ressuprimento ideal não tem por objetivo somente a redução dos custos e o aumento na agilidade dos processos, mas também evitar que ocorra prejuízo pelo armazenamento em excesso ou subutilização dos materiais e mudanças no comportamento das empresas fornecedoras ao longo do tempo (SOUZA, 2004).
Mas as empresas, principalmente as pequenas, devem avaliar de forma correta o custo total da sua logística, ou seja, da aquisição / produção / armazenagem e distribuição dos seus produtos, permitindo que empresas do mesmo porte e segmento, mais atentas as necessidades de mercado e aos conceitos logísticos coloquem os produtos no mercado com menor custo interno e externo no que diz respeito aos canais de distribuição em função da localização dos seus principais mercados (MEIRIM, 2006).
A visão que os empresários têm hoje a respeito da competitividade demonstra a evolução da logística no país. Observamos também que a procura por mais informações através da literatura, sites, pós-graduação, MBA, cursos de educação continuada, eventos ligados a logística, são bem mais freqüentes que há poucos anos atrás. Existem ainda outros fatores que servem como indicativo de crescimento e um bom exemplo é o investimento dos governos em estradas, melhoria e privatização dos portos, construção de novos terminais aeroportuários, implementação de outros projetos para a rede fluvial, privatização das ferrovias. Embora sejam situações já exploradas, e focadas em infra estrutura, é inegável que fazer logística sem estas melhorias, mesmo que tímidas, dificultaria a logística (MORENO, 2000).
Atuação da logística dentro de uma empresa
Apesar das estratégias de logística dentro de uma empresa ser recente, o empresário sempre deverá estar atento a novas tecnologias e as novas necessidades impostas pelo mercado, desta maneira, a logística deve ser utilizada como uma estratégia. Por exemplo, hoje já se sabe que as estratégias logísticas influenciam no projeto do produto, nas parcerias, nas alianças e na seleção de fornecedores e outros processos vitais de negócios.
Com isso, o conceito de logística se amplia mais e mais e passa a ser, como tudo agora, global. Ou seja, ao longo da cadeia logística, as relações entre as empresas – inclusive com o emprego de recursos de comunicação e tecnologias de informação – devem ser garantidas de tal forma que os resultados, e, portanto, os serviços prestados pela logística obedeçam exatamente às necessidades de serviços expressas pelos clientes (GONÇALVES, 2007).
Moura (2007) orienta que ao se utilizar as operações logísticas irá se perceber que está havendo aumento das despesas em alguns setores, mas redução de custos em outros setores. Uma empresa que adota a visão logística, acaba aproximando todos os elos, naquilo que os estudiosos chamam de “pipeline”, que poderá ser esquematizado como um fluído correndo num tubo, reto, sem curvas e sem entupimentos. As empresas estão encontrando na logística as respostas para melhorar o seu poder de competição, mesmo quando acham que já chegaram ao limite de melhoria da qualidade (MOURA, 2008).
Com a utilização das estratégias de logística, segundo Moreno (2000) a empresa poderá ter uma visão integrada e sistêmica de todos os processos da Empresa. A ausência deste conceito faz com que cada área/departamento da empresa pense e trabalhe de forma isolada; fazer com que os materiais e informações se movimentem o mais rápido, conseguindo assim otimizar os investimentos em ativos; enxergar toda a cadeia de suprimentos como parte importante do seu processo, por isso, deve-se sempre avaliar se suas necessidades e expectativas estão sendo plenamente atendidas; o planejamento e a constante avaliação de desempenho são ferramentas gerenciais essenciais para o desenvolvimento de um bom sistema logístico; o uso de sistemas de informação (ERP, WMS, TMS) que forneçam suporte as decisões que precisam ser cada vez mais velozes e o aumento da colaboração entre fornecedor e consumidor através do compartilhamento de informações relevantes para o nível de serviço almejado.
A logística é portanto um processo de controle de fluxos físicos, produtos virtuais e informações. E todo o processo logístico deve ser visto de uma forma integrada, iniciando na aquisição e estocagem de matérias-primas, passando pelo seu processamento e armazenagem de produto acabado, terminando pela entrega ao consumidor e se orientando pela informação colhida no mercado. Para manter contínuo esse fluxo é essencial ao sucesso das operações, a informação, que sendo capturada no mercado influencia todo o processo, agilizando a cadeia logística, tornando-a flexível e constantemente adaptável (MEIRELES, 2008).
Assim, Coelis (2008) complementa que é de responsabilidade da logística a coordenação de áreas funcionais da empresa, desde a avaliação de um projeto de rede, englobando localização das instalações (inclusive estrutura interna, quantidade ), sistema de informação, transporte, estoque, armazenagem, manuseio de materiais até se atingir um processo de criação de valor para o cliente.
O Conhecimento Necessário para a Aprendizagem da Logística
Para uma melhor compreensão das dificuldades enfrentadas durante o exercício da docência em Logística é necessário saber quais os conhecimentos necessários para sua aprendizagem. Deve-se compreender que a Logística não se concentra em si mesma, portanto, não é um conhecimento isolado, mas um conhecimento multidisciplinar, que pode se ramificar em muitas outras áreas, mas para isso, necessita de novos conhecimentos nas áreas correlatas. Georges (2003) demonstra que estes conhecimentos podem ser descritos em três pilares de conhecimentos básicos que se complementam para dar a sustentação necessária para o ensino da Logística. Tais pilares, que simbolizam os conhecimentos básicos necessários estão ilustrados no Quadro 1.
Quadro 1 – Conhecimentos básicos para o aprendizado da Logística
Organização Logística
Compreender o Sistema Logístico, suas funções e atividades elementares.
Métodos de Decisão
Técnicas e métodos para decidir sobre problemas de natureza logística.
Tecnologia
Ferramenta para executar as decisões e melhorar o desempenho do sistema logístico.
Para se entender a Organização Logística, os ensinamentos devem ter como abordagem o sistema logístico e suas atividades. Podem ser de caráter teórico ou prático, onde este aglomerado de conhecimentos é responsável pela demonstração de como funciona o sistema logístico, tal como suas atividades elementares, suas inter-relações e inter-dependências, de modo a concretizar o caráter estratégico dado atualmente a logística, bem como compreender como a logística poderá contribuir para o aumento e manutenção do estado de competitividade de uma empresa (GEORGES, 2004).
E quanto aos Métodos de Decisão estes é um conjunto de conhecimentos que abordam as técnicas utilizadas para tomar decisões de natureza logística. Normalmente é demonstrado para o aluno no modo prático, por exemplo, a Pesquisa Operacional, Métodos Quantitativos, Teoria da Decisão. Estes conhecimentos são os formadores das decisões segundo critérios rigorosamente racionais. Seja qual for o nível da decisão a serem tomadas, do setor estratégico ao operacional, os métodos de decisão sempre apoiarão as decisões de natureza logística. E por ultimo a Tecnologia que envolve o conhecimento de caráter prático e é apresentado ao aluno nos laboratórios de informática. São disciplinas de Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação, Informática aplicada a Logística (GEORGES, 2003).
Estas disciplinas preparam o aluno para manipular e familiarizar-se com sistemas de apoio à decisão de uso freqüente nas atividades logísticas profissionais, tais como sistemas de roteirização, de armazenagem, de gestão de estoques, sistemas ERP. Há, também, os conhecimentos correlatos a logística, que são fornecidos por disciplinas não diretamente ligadas a logística, mas que auxiliam na formação do profissional de gestão de operações (GEORGES; SEYDELL, 2008).
Ao se ensinar os conteúdos acima descritos, o profissional de logística terá condições de traçar estratégias de serviços, transportes e suprimentos, fazendo com que a empresa desenvolva mais facilmente as suas tarefas e necessidades.
O quadro a seguir ilustra os níveis profissionais, focos de atuação e habilidades que o profissional deve desenvolver (GEORGES, 2004).
Quadro 2: Nível profissional, focos de atuação e habilidades associadas Nível Profissional Foco Habilidades
Nível
Profissional
Foco
Habilidades
Operacional
Execução de
atividades
Multifuncionais para a execução de atividades operacionais diversas (exemplos: operador de software, de empilhadeiras, de transelevadores, motoristas etc. ).
Analista
Tomada de
decisão
Conhecimento técnico e profundo em atividades logísticas (administração de transportes, seleção de rotas e modais, gerenciamento de frotas, gestão de estoques – tamanho do pedido, estoque de segurança, tecnologia de informação, previsão de vendas etc. ).
Gerência
Compreensão
do sistema
logística
Conhecimento profundo das inter-relações entre atividades primárias da logística e o impacto nos custos e desempenhos. Compreensão dos tempos de ciclo e nível de serviço exigido pelo cliente. Habilidade em gerenciar equipes e conflitos, e clara percepção da contribuição da Logística para a estratégia da empresa.
Diretor
Estratégico
Conhecimento amplo do sistema logístico e do mercado. Habilidades em negociação com clientes e fornecedores. Visão ampla de toda a cadeia de suprimentos e de como definir diretrizes para atender o cliente no nível de
serviço exigido aos menores custos.
Bussinger (2009) cita que o ensino conceitual e teórico da logística deva fazer uso de ferramentas tecnológicas de apoio à decisão, sendo importante que o docente tenha acesso com ferramentas de uso cotidiano nas empresas, a fim de familiarizar-se com o artefato tecnológico. Com o conhecimento desses sistemas, o aluno poderá se envolver com problemas mais complexos, similares aos que encontrará no exercício de sua profissão, ao passo que, destituído desse conhecimento, somente será capaz de resolver problemas mais simples, cujas respostas sejam mais fáceis de encontrar.
Encorajar o aluno a resolver grandes problemas de natureza logística, que gerem implicações em outras atividades da empresa, é um exercício de reflexão sobre a organização logística e as limitações dos métodos e ferramentas tecnológicas de apoio à decisão. Visitas técnicas são recomendadas, pois constituem um recurso pedagógico muito bom, por apresentar aspectos práticos dos conceitos teóricos apresentados em sala de aula. Não sendo possível realizá-las, uma alternativa é a apresentação de fitas de vídeo gravadas com esta finalidade.
Barros (2008) sugere algumas atitudes para auxiliar os docentes para enfrentar as dificuldades que podem ocorrer no ensino de logística: iniciar o curso apresentando as definições atuais dos conceitos de logística e de cadeia de suprimentos; apresentar a logística de forma sistêmica e, através de estudos de casos, identificar e mostrar a importância do estabelecimento de redes logísticas e parcerias que visem à colaboração entre os elos da cadeia logística; abordar as questões sob o ponto de vista histórico e, assim, através de retrospectivas, apresentar os temas correlatos que modificaram a logística até tomar sua forma atual; empregar, sempre que possível, recursos tecnológicos de apoio à decisão, mesmo que em versões demonstrativas e educacionais, bem como planilhas eletrônicas; evitar os exercícios triviais geralmente encontrados nos finais de capítulo, com as respectivas respostas, mas elaborar exercícios mais complexos, que instiguem a aplicação de métodos de decisão apresentar outros recursos tecnológicos, em forma de vídeo ou visitas às empresas; sempre que possível, adotar um livro-texto conceitual, escolhido de forma a atender ao foco e ao nível do curso; procurar equilibrar os temas abordados (organização logística, métodos de decisão e tecnologia).
Para que a aula tenha um melhor aproveitamento o professor deve observar e detectar o nível para o qual os alunos estarão aptos a atuar profissionalmente. De modo geral, os cursos técnicos, tecnólogos e profissionalizantes visam à preparação do profissional para atuar em nível operacional nas empresas, focalizando a execução de atividades, abordando a logística de modo abrangente e superficial e dando ênfase aos aparatos tecnológicos. Já o bacharelado em administração ou engenharia visa formar profissionais para atuar em nível de analista de Logística, focalizando a tomada de decisões, quase sempre de cunho operacional, devendo abordar definições e conceitos de Logística, bem como métodos de decisão e recursos tecnológicos de apoio à decisão. Os cursos de pós-graduação, especialização ou MBA, visam preparar profissionais em nível estratégico e tático, executando tarefas de gerência e diretoria, cujos livros devem abordar o tema em uma perspectiva sistêmica, mostrando as implicações das decisões em outras atividades e na competitividade da empresa (GEORGES; SEYDELL, 2008).
Em cursos técnicos profissionalizante em logística o aluno se capacita para o desenvolvimento de atividades que permitem utilizar forma mais eficiente e eficaz os recursos da empresa e do relacionamento com seus clientes e fornecedores de modo a aperfeiçoar a geração de valor da cadeia logística, como resultado do aprimoramento do fluxo de produtos e informações e, da redução de capital de giro ou maximizando o retorno sobre os investimentos. O seu campo de ação é em empresas industriais, comerciais, de serviços e do agronegócio, em qualquer ponto da cadeia logística e das funções correspondestes a ela, desde o relacionamento com os fornecedores, passando pelos processos de logística de entrada, operações, logística de saída, pós-venda e logística reversa, com visão de gestão integrada do processo, de modo a otimizar custos e nível de serviço (BARROS, 2008).
Neves (2004) complementa que o profissional da área de logística deve ser dinâmico, criativo e motivado em solucionar problemas e a superar novos desafios. A dificuldade serve como um fator motivador e não como obstáculo profissional. Em geral, são profissionais com boa capacidade de comunicação, hábeis na negociação e têm facilidade de trabalhar em equipe, além de alta flexibilidade e adaptabilidade às mudanças.
Materiais e Métodos
Artigo com pesquisa de campo, tendo abordagem qualitativa e com característica descritiva. Para Gressler (2003) a pesquisa qualitativa não emprega instrumentos estatísticos como base no processo de analise. Essa abordagem é utilizada quando se busca descrever a complexibilidade de determinado, problema, não envolvendo manipulações de variáveis e estudos experimentais. Reis et al (2002) identifica a pesquisa descritiva quando esta obtém os dados através de estudos descritivos que servem como base para a formulação de hipóteses para estudos futuros.
Resultados e Discussões
Foram entrevistados representantes de cinco empresas estabelecidas na cidade de Naviraí/MS que implantaram estratégias logísticas. E dois professores que ministram aulas no curso de logística do SENAI.
O primeiro questionamento foi referente à importância do curso técnico de logística para as empresas. Os sete entrevistados foram unânimes em enaltecer os benefícios que as estratégias de logísticas podem trazer a uma empresa. Foram citados que:
“Os alunos que realizam o curso técnico de logística passam a ter uma noção mais abrangente sobre o que é uma empresa e como ela deve funcionar”.
“Eu tenho um funcionário que fez o curso de logística, e posso afirmar que ele vai ter um futuro muito bom profissionalmente, isto porque o seu serviço é diferente dos outros. Ele depois que fez o curso consegue direcionar e agilizar as funções dentro de minha empresa”.
“A logística já é a estratégia de ações dentro da empresa mais necessária, porque tempo é dinheiro, e o objetivo da empresa é ter lucros e atender bem os clientes”.
De acordo com as falas dos entrevistados eles acreditam nas mudanças que as estratégias da logística podem proporcionar nas empresas. E Dornier et al. (1998) complementa esta expectativa quando descreve que a ação da logística dentro de uma empresa possui um papel importante nos negócios das organizações, pois propicia as mudanças nas expectativas dos clientes ou localizações geográficas, continuamente modificadas pela natureza dos mercados, gerando transformações que influenciam diretamente no funcionamento satisfatório dos fluxos no âmbito da empresa. Descobertas tecnológicas e mercados emergentes abrem novos caminhos para a reorganização, adaptação e otimização do fluxo de matérias-primas, semi-acabados, peças sobressalentes e materiais reciclados.
Outro item indagado foi sobre a competência profissional de funcionários que realizam cursos técnicos em logísticas.
“Um aluno capacitado em logística terá um diferencial em relação a outros funcionários, pois, ele ao adentrar na empresa terá uma visão de movimentação de mercadorias, presteza no atendimento a clientes e uma maior lucratividade”.
“Ao contratarmos um profissional habilitado em logística, nós estamos contratando uma pessoa que trará soluções em diversos setores da empresa, pois ele não será um funcionário que apenas recebe ordens, mas sim, um funcionário que vai saber por que delegar ordens”.
Estes comentários estão de acordo com os comentários de Barros (2008) quando a autora descreve que o perfil do profissional brasileiro, independentemente da sua área de atuação, sofreu alterações nos últimos anos, visto que, o mercado está se mostrando competitivo e globalizado, por isso os funcionários devem desenvolver mais competências e habilidades. E no caso específico do profissional de logística, estes profissionais devem ser capazes de desenvolverem competências que permitam o trabalho em atividades mais sofisticadas. Se antes um profissional de logística tinha como principal responsabilidade a contratação do transporte, hoje esse mesmo profissional deve ser capacitado para trabalhar com diferentes tecnologias de gestão, ser habilidoso nas relações com clientes, saber gerenciar e avaliar as diversas vertentes da qualidade do serviço, dentre outras competências. Executivos de níveis mais elevados devem ainda desenvolver expertise para tomar decisões estratégicas, como o replanejamento de redes logísticas e a adoção de uma cadeia de suprimentos global.
Neves (2009) também relata que o profissional habilitado em logística deverá colaborar para o desenvolvimento qualitativo dos profissionais em cargos de supervisão, chefia e analista. Esse profissional se dedicará mais às atividades estratégicas em logística, exigindo a contribuição de seus parceiros. Os parceiros logísticos precisarão evoluir em conjunto, para atender às novas demandas de seus clientes, que serão cada vez mais complexas.
Ao se indagar sobre a preferência para a contratação profissionais qualificados em logísticas as respostas mais expressivas foram:
“Existe dificuldade de contratar profissional habilitado, pois, somente em 2008 iniciaram-se cursos nesta área aqui na cidade, mas, com mais uma turma saindo agora, vou dar preferência para estes alunos já capacitados”.
“Eu como docente do curso de logística acredito que os alunos que concluem o curso possuem um diferencial, e, por isso estão mais capacitados para exercerem as funções que lhes forem conferidas”.
“Eu ainda não entendo muito sobre as possibilidades de melhora que a logística pode proporcionar em minha empresa, mas, eu já sei que a logística vai ser o diferencial nas empresas que a utilizarem, então, cabe a mim, como empresário que também me atualize e assim eu posso contratar um funcionário que saiba fazer o serviço e ao mesmo tempo eu saiba o que eu devo cobrar dele para que a empresa tenha mais capacidade de atender os clientes”.
Barros (2008) cita que assim como o próprio conceito de logística, as empresas e os profissionais de logística evoluíram ao longo dos anos. E, para acompanhar essa evolução os profissionais que desejam estar à frente em suas áreas vêm cada vez mais ampliando sua capacitação através de cursos, como pós-graduação, MBA ou mestrado, assim como cursos mais curtos sobre temas específicos de cada área de atuação da logística. Cabe ressaltar que muitos executivos da área não tiveram oportunidade de graduarem-se em logística porque este curso não existia à época de suas escolhas. Dessa forma, ou aprendiam “on the job” ou buscavam cursos de aperfeiçoamento ou especialização como forma de se manterem capacitados.
Georges; Seydell (2008) relatam que além de se projetar nos últimos anos à logística tornou-se estratégica para as empresas, além dela ser promissora e muito requisitada pelo mercado, gerou maior necessidade do oferecimento deste curso nas universidades e cursos profissionalizantes. Conciliar teoria e prática no ensino desta disciplina, de modo a transmitir e assimilar seu estado da arte, tornou-se uma tarefa desafiadora para professores e alunos. E as empresas estão dando preferência para profissionais habilitados nesta área, pois, através de suas estratégias garante-se mais agilidade e a satisfação dos clientes.
Segundo Ballou (1993), as estratégias que a logística pode implantar para impulsionar o desenvolvimento da empresa são através de apoio para a armazenagem, manuseio de materiais, suprimentos, embalagem, manuseio de mercadorias devolvidas e também os sistemas de informação.
Assim, de acordo com o que foi apresentado percebe-se que existe a necessidade de mais cursos técnicos, de graduação, pós graduação, MBA, mestrado e doutorado em logística para que funcionários e empresários tenham embasamento teórico/prático que possam direcionar empresas, para que estas tomem impulsos de crescimento, visto que a logística pode proporcionar os caminhos para que as empresas lucrem mais, sejam mais competitivas, e, principalmente, os clientes fiquem satisfeitos.
Em função das complexidades inerentes ao negócio logístico, à alta aplicação tecnológica, às pressões por elevados níveis de serviço e a necessidade de atuar de forma enxuta, profissionais altamente capacitados serão necessários. Por isso, esse profissional terá que reunir conhecimentos e qualidades para vender, projetar, precificar e operar. As empresas terão que desenvolver a aprimorar seus sistemas de atração, identificação e retenção de talentos e as Universidades, Faculdades e Empresas de Treinamento terão que se preparar para melhor capacitar estes profissionais.
Conclusão
A área logística agregou novas atividades e responsabilidades nos últimos anos, e com isso passou a ter um destaque maior nas organizações. Entretanto muito se fala, muito se ensina, mas, na prática, ela é ainda pouco empregada, ou então, não é empregado todo o seu potencial estratégico.
A pesquisa foi realizada em uma cidade do interior do estado, e como foi colocado, existem empresários que sabem que a logística deve ser implantada em sua empresa, mas, ele não tem conhecimento das melhorias que ela pode proporcionar para a sua empresa. E nas escolas também apresentam dificuldades para o ensino, pois, para a aplicação das estratégias de logísticas, deve-se ter em mãos materiais suficientes para o aprendizado, tais como desenvolvimento de software, possibilidade de visitas em empresas, referencial teórico suficiente para que o profissional de logística possa dominar a tecnologia disponível na troca de informações ao longo da cadeia, para a utilização de mecanismos como VMI, EDI, RF, ECR e WMS, entre outros disponíveis. Estes permitem aplicar um modelo estratégico de negócios no qual fornecedores, empresa e distribuidores agregam valor ao consumidor.
A Logística é uma disciplina em evidência nos dias atuais, em franca ascensão profissional. Devido ao grande apelo do mercado, o oferecimento de cursos cresceu vertiginosamente, portanto, alerta-se para o cuidado em não focalizar modismos, técnicas passageiras ou obsoletas que apenas aparentem inovação. A manutenção de um plano pedagógico atualizado é essencial, podendo agregar conhecimentos multidisciplinares dos docentes, os quais devem se comprometer para a formação global dos estudantes.
Referências Bibliográficas
BALLOU, R. H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 1993.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Trad. Luis Antero Reto e Augusto Ribeiro. Lisboa: Edições 70, 1977.
CAVANHA FILHO, Armando Oscar. Logística – novos modelos. RJ. Ed. Qualitymark: 2001
CHING, H. Y. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada. São Paulo: Atlas, 1999.
COELIS, Elenilce Lopes. Logística Empresarial. 2008. Disponível em: < www. ietec. com. br/site/techoje/categoria/abrirPDF/507>. Acesso em 01 dez. 2009.
CARRERA, Marcelo Alves. A competitividade através da estratégia logística
2007. Disponível em: . Acesso em 01 dez. 2009.
DORNIER, P. P. ; ERNST, R. ; FENDER, M. ; KOUVELIS, P. Logística e Operações Globais: textos e casos. Editora Atlas, São Paulo, 2000.
DRUCKER, Peter F. Administrando em tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 1998.
FLEURY, P. F. ; et al. Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. Editora Atlas, 2000.
GARCIA, Elias; GARCIA, Osmarina Pedro Garcia; A importância da logística na gestão do estoque. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. 2007. Disponível em: . Acesso em 20 out. 2009.
GEORGES, M. R. R. Panorama da educação formal em Logística e o perfil de seus alunos na região metropolitana de Campinas. 8a Conferência Anual da ASLOG (Associação Brasileira de Logística), São Paulo, junho de 2004.
GEORGES, M. R. R. Logística Empresarial. Notas de Aula, Faculdade de Administração de Empresas, PUCCampinas, 2003.
GEORGES, Marcos Ricardo Rosa; SEYDELL, Maria Rachel Russo. Dificuldades no ensino da logística. 2008. Disponível em: < http://www. convibra. com. br/2008/artigos/210_0. pdf>. Acesso em 28 out. 2009.
GONÇALVES, Wanderley Gonelli. Novos Papéis da Logística. 2007. Disponível em: < http://www. guialog. com. br/ARTIGO75. htm>. Acesso em 28 out. 2009.
GRESSLER, Lori Alice. Introdução à pesquisa: projetos e relatórios. São Paulo: Loyola, 2003.
LOURENÇO, Milton. Logística: evidência ou modismo?2002. Disponível em:
MEIRELES, José Manuel. Logística: Um desafio para as empresas brasileiras. 2008. Disponívele em: . Acesso em 3 dez. 2009.
MEIRIM, Hélio. Os professores ensinam: estudar é o principal. 2006. Disponível em: < http://www. cartadelogistica. com. br/website/text. asp?txtCode=20691&txtDate=20061020000000>. Acesso em 10 out. 2009.
MORENO,Francisco. A Logística para os Pequenos. 2000 Disponível em: < http://www. guialog. com. br/ARTIGO126. htm>. Acesso em 28 out. 2009.
MOURA, Reinaldo A. Logística Ajuda as Empresas a Ganharem a Vantagem Competitiva. 2008. Disponível em: < http://www. guialog. com. br/ARTIGO13. html
>. Acesso em 28 out. 2009.
NEVES, Marco Antonio Oliveira. Qualificação de fornecedores de serviços logísticos. 2005. Disponível em: . Acesso em 13 nov. 2009.
_______. A Logística daqui a 5 e 25 anos. 2009. Disponível em: < http://www. portaldomarketing. com. br/Artigos_de_logistica/Logistica_daqui_a_5_e_25_anos. htm >. Acesso em 28 out. 2009.
REIS, Fernando Baldy dos et al. Pesquisa científica: a importância da metodologia. Revista Brasileira de Ortopedia. v. 37, n. 3, mar. 2002.
SOUSA,Paulo Teixeira de. Logística Interna para empresas prestadoras de serviço. 2004. Disponível em: < http://www. guialog. com. br/ARTIGO350. htm
>. Acesso em 28 out. 2009.
VERLANGIERI,Marcos Valle Verlangieri. Estruturar uma Equipe de Logística requer Cuidados. 2001. Disponível em: . Acesso em 21 nov. 2009.
É hora de investir! Um investimento com pouco dinheiro e muita garra é o suficiente para se ganhar bastante. É isso mesmo! Arregace as mangas e mãos à obra. Se você está com vontade de abrir o seu próprio negócio, mais ainda não sabe exatamente o que, com certeza você vai descobrir ou, pelo menos ter uma boa idéia.
MARIA GORETH VALENTI
julho 3rd, 2010 at 6:05 pm
O Ensinamento Da Log: Introdução O homem está vivendo em um mundo globalizado, onde, praticamente toda a população… http://bit.ly/b1Q72C